O Capítulo Final da Saga dos Lobos

Depois de quase três meses cá estou eu finalmente de volta com algo para o blog. Dessa vez vou abordar um game de “sopapos” não tão conhecido, mas que se enquadra na categoria dos jogos de luta obrigatórios. Vamos lá, então?

Muitos lembram-se do clássico da SNK, Fatal Fury (Garou Densetsu), e suas sequências da época do Super NES, Mega Drive e Neo Geo, porém, poucos se recordam do último título da franquia que saiu lá pelos idos de 1999… Estou falando de Garou: Mark of the Wolves.

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Rock herda o boné do Terry.

Pois bem, o enredo se passa 10 anos após o desfecho de Fatal Fury 3, quando Geese Howard (o grande vilão da série) ao final do jogo despenca do alto de sua própria torre, depois de perder uma luta contra Terry Bogard, deixando assim o jovem Rock Howard órfão. Terry então decide treiná-lo por sentir-se culpado pela morte do pai do garoto. Puderam perceber que o protagonista da vez é o pequeno Rock já crescido, não é?

Glamuroso esse Rock Howard, hein?

Além de Terry e Rock mais velhos, o jogo nos apresenta uma gama de 10 novos rostos, que em parte tem ligação com personagens antigos de Fatal Fury, são eles: Kim Dong Hwan e Kim Jae Hoon, filhos do lutador de Tae Kwon Do sul-coreano, Kim Kaphwan, o discípulo de Andy Bogard pertencente ao mesmo clã ninja de Mai Shiranui, Hokutomaru e o brasileiro mestre no Karate Kyokugenryu (o mesmo estilo de luta da família Sakazaki em Art of Fighting), Marco Rodriguez. Ainda há outros que voce pode ter visto posteriormente, como: The Griffon Mask (Tizoc no ocidente) e Gato Futaba (além de sua irmãzinha, Hotaru) em The King of Fighters 2003. Os personagens restantes são: Kevin Rian, um policial, que pelos golpes suspeito ter alguma ligação com os Ikari Warriors, Bonne Jenet, uma capitã pirata loira e peituda que tem uma queda pelo Terry e por fim o serial killer, Freeman. Todos eles são bem diversificados e balanceados. Só como curiosidade, Terry usa uma jaqueta muito parecida com a da Blue Mary, o que dá a entender que eles já ficaram juntos em algum ponto da história.

Escolha o seu personagem e entre na porrada pelas ruas de South Town uma vez mais.

Escolha o seu personagem e entre na porrada pelas ruas de South Town uma vez mais.

Sobre a jogabilidade e os gráficos, ambos são igualmente impecáveis. O jogo é fluído, sem grandes slowdowns, mesmo usando a placa da Neo Geo ao máximo. A trilha sonora é competente, apesar de não possuir nenhuma música icônica. A SNK sabia fazer games de porrada nesses tempos, isso é inegável. A versão que eu mais joguei foi a do Dreamcast, passava horas e horas na frente da TV enchendo os olhos com toda aquela bela pancadaria em 2D. Cheguei a jogar bastante em arcades, também. Lembro que havia um fliperama em que eu ia de vez em quando, o contador de fichas exatamente da máquina do Garou estava bugado, então quando eu perdia, era só desligar o arcade e ele dava um crédito grátis… Joguei um bom tempo apenas nesse esquema. Há versões para PS2, tanto com o jogo incluído dentro de coletâneas, quanto sozinho. Até para Nintendo DS existe uma versão! Sem contar que devem haver versões do jogo na Xbox Live e na PSN. Vale a pena dar uma procurada.

A nota para Garou: Mark of the Wolves fica em 9,5 de 10. Só perde meio ponto pelo número de personagens selecionáveis ser de apenas 14 (12 mais os 2 chefes secretos, Grant e Kain) no total.

Se voce nunca pôs as mãos nesse incrível game que encerra a “saga do lobos” da saudosa SNK, não perca mais tempo. “O futuro é agora”.

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Poképresidente

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Eu votaria nele.

Esses dias fuçando no Youtube, encontrei um vídeo no mínimo curioso. Trata-se do tema clássico do anime Pokémon “cantado” pelo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. E por mais incrível que pareça, ficou muito bom!

Pra começar esta segunda-feira (geralmente estressante) rindo um pouco, confiram aí essa preciosidade:

 

Como bônus pra recordar a infância, aqui vai o tema da primeira temporada em português:

Os Cavaleiros do Zodíaco e os Haters

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Os cinco maiores heróis de toda a sua infância (nem venha me desmentir). Da esquerda pra direita: Ikki, Shun, Seiya, Hyoga e Shiryu.

Uma coisa relacionada à Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no original) vem me incomodando ultimamente. Aliás, o incômodo de forma alguma é com o anime em si. O problema é com as pessoas que outrora assistiram CDZ (leia-se que acompanharam na Manchete dos anos 90) e depois que vão rever a série hoje em dia, descem a lenha nessa ótima obra que marcou a infância de 9 entre 10 moleques que atualmente tem entre 22- 30 anos.

As 12 casas zodíacais... Local onde acontece a melhor de todas as sagas de CDZ.

As 12 casas zodíacais… Local onde acontece a melhor de todas as sagas de CDZ.

O argumento desses sujeitos é sempre o discursinho pronto seguinte: “Ah, o inimigo fala que vai soltar tal golpe, depois o cavaleiro repete o nome do golpe perguntando se vai utilizar aquele poder extremo (geralmente na velocidade da luz), por fim ele descreve o efeito e o dano que está sendo infringido contra si mesmo”. PÔ, TODO ANIME DE PORRADA É ASSIM!!!! CDZ não foi nem o primeiro, nem será o último a utilizar esse tipo de narrativa de batalha no cenário da animação japonesa, principalmente em shounens. As pessoas fecham os olhos pra isso e só enxergam-no como datado, sendo que os roteiristas nunca deixaram de fazer uso deste artifício.

Os 12 cavaleiros de ouro. Eu sei que voce esperou ansioso pra saber qual era o cavaleiro do seu signo.

Os 12 cavaleiros de ouro. Eu sei que voce esperou ansioso pra saber qual era a aparência do cavaleiro do seu signo.

Ao que me parece, essa perseguição está virando uma modinha. Assim como a de criticar o Justin Bieber ou a saga Crepúsculo (diga-se de passagem que é até covardia comparar essas escórias com qualquer outra coisa), só que num âmbito mais focado no mundo nerd. Sei que os “otacos” não são muito bem vistos (por vezes com total razão) pelo público que curte cultura pop em geral. Porém, isso não é motivo pra taxar os “Santos de Athena” como inassistível atualmente.

“Meteoooooro de Pégasoooooooo!!”

Haters sempre existirão, não tem jeito. Contudo, quem tiver um pouco de boa vontade e reacompanhar CDZ com olhos nostálgicos aqueles guerreiros de armadura lutando pra salvar uma Deusa grega que sempre é sequestrada, jorrando sangue em baldes e nunca desistindo, verá mais qualidades do que defeitos. Mesmo que de início soe ridículo, no final voce se pegará ficando empolgado com as mesmas batalhas que o deixavam maluco quando criança, como Ikki de Fênix vs Shaka de Virgem ou Hyoga de Cisne vs Camus de Aquário.

Nada supera este sabor de infância brotando da sua memória emocional. E tenho dito!