Poképresidente

tumblr_mbchjgOaJl1r9ux1po1_500

Eu votaria nele.

Esses dias fuçando no Youtube, encontrei um vídeo no mínimo curioso. Trata-se do tema clássico do anime Pokémon “cantado” pelo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. E por mais incrível que pareça, ficou muito bom!

Pra começar esta segunda-feira (geralmente estressante) rindo um pouco, confiram aí essa preciosidade:

 

Como bônus pra recordar a infância, aqui vai o tema da primeira temporada em português:

Doctor Bean

Como muitos devem saber, Doctor Who é uma série de sci-fi produzida e exibida pelo canal BBC, que no final de 2013 completará 50 anos. Trata-se simplesmente do seriado mais longevo do gênero ainda passando na TV. Chupem Trekkers! Entretanto, esse período de exibição não foi ininterrupto.

tumblr_m4cc0ykGMt1r92ksvo1_500

Esse “9º” Doutor não é fácil.

Entre os anos de 1989 e 2005 a série ficou em hiato. Foi lançado em 1996 um filme apresentando o 8º Doutor, encarnado pelo ator Paul McGann, com o intuíto de reavivar o seriado. Mas, como o enredo do longa era muito hollywoodiano (cheio de perseguições e ação) e o Mestre (um dos inimigos mais célebres do Doutor) fora interpretado pelo terrível Eric Roberts, o negócio não engrenou, o projeto foi engavetado e a série continuou parada. Só que esta não foi a única produção em “carne e osso” que Doctor Who recebeu até o seu revival de 2005 com Christopher Eccleston vivendo o 9º Doutor. Em 1999 ainda tivemos um especial pro Red Nose Day, onde ninguém mais, ninguém menos que Rowan Atkinson (o eterno Mr. Bean) interpretou o Senhor do Tempo detentor da TARDIS.

O Mestre exibindo seus novos seios.

O episódio chama-se “The Curse of  Fatal Death” e nada mais é do que uma tremenda piada com os elementos que permeiam a série. Como por exemplo: A incapacidade dos Daleks de acabarem com o Doutor de uma vez por todas, o modo como a viagem no tempo funciona no universo Whovian, as raças bizarras que o protagonista encontra nos diversos planetas que visita e a própria capacidade de regeneração do povo de Gallifrey. É realmente hilário! O Mestre em especial é uma comédia sem fim. Vale a conferida com certeza.

Segue o episódio completo (em inglês, sem legendas). Aproveitem:

Cabeça de Teia Noir

Nova York, 1933. Quatro anos depois da quebra da Bolsa de Valores em NY. Os Estados Unidos vivem a Grande Depressão. O Duende é o chefe de uma quadrilha de criminosos que domina a cidade pela corrupção e violência. Peter Parker vive sua adolescência com os tios Ben e May, um casal de socialistas fervorosos que luta para mehorar a sociedade e impedir a exploração dos mais humildes. Amargurado com o brutal assassinato de seu tio, o jovem Peter encontra a chance de saciar sua sede de justiça ao ser picado por uma exótica aranha mistíca, que lhe confere poderes especiais. Agora ele pode pode honrar o que seu tio lhe ensinou: se aqueles que detêm o poder não são dignos de confiança, é dever do povo destituí-los”.

Olhe nos meus olhos e diga que não me ama mais.

“Olhe nos meus olhos e diga que não me ama mais.”

Tinha comprado essa hq já há algum tempo. No entanto, acabei deixando-a encostada na estante, até que me ocorreu de lê-la (sem nenhum motivo em especial), ontem. Então, como estava sem nada melhor pra fazer, resolvi escrever a primeira resenha de quadrinhos da Caixa Azul. Vamos à ela?

O Noir do título

O Noir é basicamente uma estética visual, não necessariamente uma forma de narrativa. Apesar disso, quase sempre as histórias focam-se no escopo de assassinato e investigação policial, geralmente acontecendo no período da primeira metade do século passado. Entendendo essa parte podemos passar pro Amigão da Vizinhança em si.

"Aí, Ben... Dá pra parar de se exibir com essa arma?"

“Aí, Osborn… Dá pra parar de se exibir com esta arma?”

Dois Bens para um Peter

Logo de início estranhei um fator, a história é narrada pelos olhos de Ben Urich (um jornalista do Clarim Diário), e não pelo protagonista Peter Parker. Bem, Urich (ãh?, ãh?) será uma peça importante no desenrolar do enredo, tornando-se uma espécie de tutor do Peter depois de impedir que os capangas do Duende (Verde) espanquem o pobre Peter e sua velha tia May. Acaba sendo um substítuto pro tio Ben, que aqui também foi assassinado. Triste sina á deste homem. De ambos, pra falar a verdade. Benjamin deve ser um nome amaldiçoado…

O elenco do Aranha

Esse foi o ponto que mais me agradou neste encadernado. Os vilões principalmente estão muito bem empregados no contexto. Os personagens que aparecem são: Felícia Hardy, que é a dona da boate clandestina “Gata Negra“. Kraven, Abutre (macabro nessa versão) e Camaleão, que são ex-atrações de circo que viraram subordinados á mando do criminoso Duende (Norman Osborn). O famigerado editor do Clarim Diário, J. Jonah Jameson, que em seu cerne continua o mesmo. Além dos já mencionados anteriormente, Ben Urich e May Parker.

"Vem pros braços do papai Spidey, gatinha."

“Vem pros braços do papai Spidey, gatinha.”

O Homem-Aranha da macumba

Finalmente chegamos ao que realmente importa, o Homem-Aranha. Confesso que o herói é o meu favorito desde criança, e essa versão dele meio que me decepcionou. Vou Explicar.

O Peter Parker do universo desta hq é um revoltadinho inconsequente, ponto. E quando torna-se o Homem-Aranha, parece não ter noção nenhuma da máxima do personagem (se não souber o lema do Aranha, vá até o penhasco mais próximo e se jogue), pois vai atrás dos seus inimigos portando uma arma de fogo! O maldito possui exatamente as mesmas habilidades do tradicional e mesmo assim precisa da droga de um revólver pra combater o crime? Por falar em poderes, ele os adquire da mesma forma que originalmente acontece, por uma picada de aranha (enfeitiçada, não radioativa). Numa alucinação maluca ele vê uma aranha monstruosa dizer que ele é uma pessoa boa, então ao invés de morrer pela picada, o jovem receberá um tormento superior… Então tá, né?

Parece que está prestes a sair uma invocação do rosto do Peter...

Sensor Aranha? Parece mais que uma invocação está prestes a sair do rosto do Peter…

E quais são esses poderes? Soltar teias pelos pulsos (é, nada de cartuchos!), o bom e velho sensor aranha, agilidade fora do comum e… Acho que é isso. Em momento algum ele demonstra ter força física acima do normal. Talvez no A Face Oculta (o segundo volume da saga) seja explorado este lado da super-força aracnídea.

Pra terminar essa parte, o que mais senti falta no Cabeça de Teia foi o senso de humor… Pelo o que me recordo, ele soltou apenas uma piada durante o volume inteiro. Sendo que foi pra Felícia antes mesmo de ser picado e não no meio de uma batalha pra “espairecer”, como é de costume do Parker.

A arte e o roteiro

Os reponsáveis por este trabalho são David Hine (Guerra Civil: X-Men) escrevendo e Carmine Di Fiandomenico (Magneto: Testamento) nos desenhos. As capas são de autoria de Fabrice Sapolsky.

Falando primeiramente da arte. Eu gostei do traço, o visual do Aranha e de todos os outros está bacana, porém não simpatizei muito com a colorização. O tom não se encaixou tão bem no clima Noir da hq. Outra coisa que me desagradou foi o efeito de luz utilizado. Muitas das vezes me deixou a impressão de que a página estava riscada por algum problema no próprio impresso. Trabalho no ramo gráfico, sei do que estou falando.

Agora, falemos sobre o roteiro. A história é redondinha, e mesmo que não surpreenda, também não te faz perder o interesse totalmente. É uma boa leitura descompromissada, apesar da reviravolta da hq soar manjada pra quem conhece o panteão do Homem-Aranha e o protagonista ser um Peter diferente do piadista que eu esperava que fosse.

Spider-Man_noir

Sai da chuva, voce vai pegar um resfriado, Aranha!

Considerações finais

No conjunto da obra Homem-Aranha Noir leva uma nota 8 de 10. O investimento vale a pena, ainda mais pelo acabamento que recebeu da Panini do Brasil. Capa-dura, verniz e papel de excelente qualidade no miolo. O preço também é bem acessível, R$ 17,90 no site da editora. Se bem que em todos os lugares em que procurei o encadernado está esgotado atualmente. Pros que não conseguirem achar pra comprar, sempre há as “importadoras” da vida.

Os Cavaleiros do Zodíaco e os Haters

saintseiyaclassic0000

Os cinco maiores heróis de toda a sua infância (nem venha me desmentir). Da esquerda pra direita: Ikki, Shun, Seiya, Hyoga e Shiryu.

Uma coisa relacionada à Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no original) vem me incomodando ultimamente. Aliás, o incômodo de forma alguma é com o anime em si. O problema é com as pessoas que outrora assistiram CDZ (leia-se que acompanharam na Manchete dos anos 90) e depois que vão rever a série hoje em dia, descem a lenha nessa ótima obra que marcou a infância de 9 entre 10 moleques que atualmente tem entre 22- 30 anos.

As 12 casas zodíacais... Local onde acontece a melhor de todas as sagas de CDZ.

As 12 casas zodíacais… Local onde acontece a melhor de todas as sagas de CDZ.

O argumento desses sujeitos é sempre o discursinho pronto seguinte: “Ah, o inimigo fala que vai soltar tal golpe, depois o cavaleiro repete o nome do golpe perguntando se vai utilizar aquele poder extremo (geralmente na velocidade da luz), por fim ele descreve o efeito e o dano que está sendo infringido contra si mesmo”. PÔ, TODO ANIME DE PORRADA É ASSIM!!!! CDZ não foi nem o primeiro, nem será o último a utilizar esse tipo de narrativa de batalha no cenário da animação japonesa, principalmente em shounens. As pessoas fecham os olhos pra isso e só enxergam-no como datado, sendo que os roteiristas nunca deixaram de fazer uso deste artifício.

Os 12 cavaleiros de ouro. Eu sei que voce esperou ansioso pra saber qual era o cavaleiro do seu signo.

Os 12 cavaleiros de ouro. Eu sei que voce esperou ansioso pra saber qual era a aparência do cavaleiro do seu signo.

Ao que me parece, essa perseguição está virando uma modinha. Assim como a de criticar o Justin Bieber ou a saga Crepúsculo (diga-se de passagem que é até covardia comparar essas escórias com qualquer outra coisa), só que num âmbito mais focado no mundo nerd. Sei que os “otacos” não são muito bem vistos (por vezes com total razão) pelo público que curte cultura pop em geral. Porém, isso não é motivo pra taxar os “Santos de Athena” como inassistível atualmente.

“Meteoooooro de Pégasoooooooo!!”

Haters sempre existirão, não tem jeito. Contudo, quem tiver um pouco de boa vontade e reacompanhar CDZ com olhos nostálgicos aqueles guerreiros de armadura lutando pra salvar uma Deusa grega que sempre é sequestrada, jorrando sangue em baldes e nunca desistindo, verá mais qualidades do que defeitos. Mesmo que de início soe ridículo, no final voce se pegará ficando empolgado com as mesmas batalhas que o deixavam maluco quando criança, como Ikki de Fênix vs Shaka de Virgem ou Hyoga de Cisne vs Camus de Aquário.

Nada supera este sabor de infância brotando da sua memória emocional. E tenho dito!

A Caixa Azul do Doutor Quem?

Quando resolvi começar este blog, fiquei em dúvida de que nome dar a ele. São tantas as coisas que eu gosto, que realmente fica difícil definir um título que me represente.

Essa é a tal Caixa Azul em versão pixelada.

Essa é a tal Caixa Azul em versão pixelada.

Pois bem, acabou sendo definido como A Caixa Azul, pelo simples motivo de que eu adoro a cor azul e caixas são legais… Não, isso é mentira. Lógicamente que foi por causa da TARDIS, a espaçonave-máquina do tempo em forma de cabine telêfonica policial britânica do meio do século passado, que pertence ao Doutor na série Doctor Who.

Além de ser o elemento mais icônico deste seriado do qual sou fã, ainda possui uma característica interessantíssima: É maior por dentro do que por fora. Então, pensei que caíria como uma luva no propósito do blog, que é falar sobre os mais variados assuntos (no limite do meu domínio, claro) dentro deste pequeno espaço da internet que detenho.

Não prometo fazer textos periódicos. Contudo, tentarei sempre escrever sobre algo bem diferente do que foi abordado na publicação anterior. Um novo post será sempre uma surpresa.

O 9º Doutor refletindo sobre a vida, o universo e tudo mais, encostado na sua TARDIS.

O 9º Doutor refletindo sobre a vida, o universo e tudo mais, encostado na sua TARDIS.

Bom, acho que é isso. Me deêm a mão e sejam meus/ minhas companions nessa nova empreitada à bordo da Caixa Azul.